Charlie Kirk, um dos mais conhecidos ativistas conservadores dos Estados Unidos, foi assassinado na quarta-feira (10), durante uma palestra na Universidade do Vale de Utah, em Orem. O cofundador da organização Turning Point USA (TPUSA) tinha 31 anos, deixa esposa e dois filhos.
Nascido em Arlington Heights, em Illinois, Kirk cresceu na região metropolitana de Chicago. Estudou em um community college, mas não concluiu o ensino superior. Costumava mencionar esse fato de forma provocativa, afirmando que conseguia “debater com professores e acadêmicos mesmo sem diploma universitário”.
Em 2012, durante a campanha de reeleição de Barack Obama, fundou a TPUSA, voltada à mobilização de estudantes conservadores. A entidade expandiu-se para mais de 850 núcleos locais e desempenhou papel relevante na eleição de Donald Trump em 2024, ao registrar dezenas de milhares de novos eleitores.
Kirk mantinha proximidade com Trump e sua família. Frequentou a Casa Branca, viajou com o filho do ex-presidente e se tornou figura recorrente em debates sobre política e costumes. Era ainda mais próximo de JD. Vance, o vice-presidente, que homenageou o amigo com uma publicação no X, compartilhando um pouco do convívio pessoal dos dois.
Cristão, costumava citar a fé e a família em discursos. Também apresentava um talk show diário de três horas, transmitido por rádio e em formato de podcast.
Entre 2018 e 2024, publicou quatro livros, incluindo The MAGA Doctrine: The Only Ideas That Will Win the Future (Doutrina MAGA – [Faça a américa ótima de novo]: As únicas ideias que vencerão no Futuro, em livre tradução) (2020), best-seller do New York Times com Trump na capa.
O ataque ocorreu enquanto Kirk respondia a perguntas sobre violência armada e tiroteios em massa. Ele foi atingido no pescoço por disparos feitos de um prédio a cerca de 200 metros do local da palestra. Segundo o FBI, o atirador está sob custódia, mas sua identidade não foi divulgada.
