A Primeira Turma STF formou maioria nesta terça-feira (20) para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 10 dos 12 acusados do “núcleo 3” da suposta trama golpista de 2022.
Advogados de 11 militares e um policial federal afirmaram que as acusações carecem de provas. Ruyter Barcelos, advogado do coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, conhecido como “Kid Preto”, declarou que não há evidências contra seu cliente. “A arma do crime é a opinião diferente”, afirmou, contestando o uso de conversas do militar como prova pela PGR.
A Polícia Federal sustenta que Bernardo Romão organizou uma reunião para discutir o suposto golpe e convencer comandantes das Forças Armadas a aderirem. A defesa, porém, alega que o encontro foi uma “confraternização” com “conversas de bar”. O tenente-coronel Mauro Cid, em delação, reforçou que o evento não envolveu pressão aos comandantes.
Os denunciados também teriam monitorado autoridades, como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Sem provas concretas, as defesas pedem a rejeição da denúncia, alertando para o risco de criminalizar opiniões políticas.
