CNI vê risco de enfraquecimento da indústria com fim da “taxa das blusinhas”
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Economia

CNI vê risco de enfraquecimento da indústria com fim da “taxa das blusinhas”

Entidade afirma que isenção para importações de até US$ 50 favorece empresas estrangeiras

O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a isenção cria concorrência desigual entre produtos nacionais e importados. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Redação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu à decisão do governo federal de extinguir o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”.

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Para a entidade, a mudança deve provocar efeitos negativos sobre a indústria brasileira, afetando empregos, investimentos e a competitividade do setor produtivo nacional.

Em nota divulgada nesta terça-feira (12), a CNI afirmou que a medida representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional” e alertou para possíveis impactos sobre micro e pequenas empresas brasileiras.

O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a isenção cria concorrência desigual entre produtos nacionais e importados.

“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, declarou.

Segundo Alban, a decisão enfraquece a competitividade da indústria nacional ao manter a carga tributária sobre empresas brasileiras enquanto produtos estrangeiros entram no país sem cobrança federal.

“Um sistema que penaliza a produção interna desestimula investimentos, reduz a competitividade e enfraquece a indústria”, afirmou.

A entidade também classificou a mudança como um retrocesso em relação às medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a tributação sobre plataformas internacionais de comércio eletrônico.

De acordo com a CNI, a cobrança criada anteriormente ajudou a reduzir a entrada de mercadorias importadas no país e contribuiu para preservar empregos e movimentar a economia nacional. Um estudo citado pela confederação aponta que a taxação evitou a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos estrangeiros e ajudou a preservar mais de 135 mil empregos.

“Fica claro que o objetivo dessa taxação quando criada não foi tributar o consumidor, mas proteger a economia”, disse Alban.

Apesar das críticas, a confederação afirmou não ser contrária às importações, mas defendeu condições tributárias equivalentes entre empresas nacionais e concorrentes internacionais.

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