RJ terá perícia criminal independente após decisão do governo interino
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Política

RJ terá perícia criminal independente após decisão do governo interino

Medida retira comando de delegados e coloca peritos à frente da produção de provas no estado

Ricardo Couto de Castro. Foto: Camilla Alcântara/ Divulgação

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Por Redação

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou que a perícia criminal do estado passará a ter autonomia completa, deixando de ser subordinada à Polícia Civil.

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Com a mudança, o Rio deixará de ser o único estado do país onde a perícia oficial é chefiada por delegados. A estrutura passará a ser comandada por peritos, alinhando o modelo fluminense ao de outras unidades da federação que já adotam a independência técnica.

A medida atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da chamada “ADPF das favelas”, que previa a separação entre investigação policial e produção de provas periciais. A decisão, no entanto, ainda não havia sido implementada na gestão anterior, sob o ex-governador Cláudio Castro (PL).

Atualmente, a vinculação da perícia à Polícia Civil concentra, na mesma estrutura, a investigação e a análise técnica das evidências, o que é alvo de críticas de especialistas e instituições. Em casos de maior repercussão, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recorre a laudos independentes para garantir maior credibilidade às conclusões.

Com a reestruturação, a perícia oficial passará a ser vinculada à Secretaria de Segurança, com gestão própria. Entidades da área avaliam que a mudança pode fortalecer a qualidade das investigações ao ampliar a independência técnica.

A Associação Brasileira de Criminalística afirmou que a autonomia tende a melhorar a confiabilidade dos laudos e permitir avanços em tecnologia e capacitação. Segundo o presidente da entidade, Marco Secco, a separação favorece maior eficiência e precisão na produção de provas.

A independência da perícia também vinha sendo defendida por parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio, como Carlos Minc (PSB-RJ) e Alessandro Molon (Rede-RJ), embora a proposta enfrentasse resistência ao longo dos últimos anos.

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