Defesa de Bolsonaro pede a Moraes mais tempo antes de depoimento sobre arma apreendida
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Justiça

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes mais tempo antes de depoimento sobre arma apreendida

Defesa afirma que ampliação das reuniões é necessária para garantir a preparação da oitiva marcada pela PCDF

Na manhã desta terça-feira, Jair Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a retirada das restrições de tempo para encontros entre o ex-chefe do Executivo e seus advogados. O pedido foi apresentado às vésperas do depoimento que Bolsonaro deverá prestar à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre uma arma registrada em seu nome e encontrada com um integrante de sua equipe de segurança.

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Na petição encaminhada ao STF, os advogados argumentam que a medida é essencial para assegurar o direito de defesa antes da oitiva.

“A medida se revela indispensável ao pleno exercício da garantia constitucional da ampla defesa, permitindo a necessária interlocução entre o custodiado e seus patronos antes da realização do ato”, afirmam.

O depoimento está marcado para a próxima terça-feira (23) e será realizado presencialmente. Como Bolsonaro está submetido às condições da prisão domiciliar humanitária, incluindo restrições ao uso de meios eletrônicos de comunicação, a defesa sustenta que os encontros presenciais são fundamentais para a preparação do ex-presidente.

A investigação teve início após a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem policial. A arma estava com um sargento cedido ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atuava em sua segurança. Em depoimento, o militar afirmou ter retirado o armamento para realizar um conserto e que pretendia devolvê-lo ao ex-presidente no dia seguinte.

O caso também gerou um atrito entre a Polícia Civil e a equipe de escolta responsável pela proteção de Bolsonaro. Em relatório, a corporação registrou que uma tentativa de intimação pessoal não pôde ser concluída.

“Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”, informou a polícia.

O pedido da defesa ocorre em um momento decisivo para a situação jurídica do ex-presidente. Nesta semana, completa-se o prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida por Moraes após a internação de Bolsonaro para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana.

Na decisão que autorizou o benefício, o ministro determinou que, ao fim do período, a necessidade de manutenção da medida seria reavaliada. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, registrou Moraes.

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