Zema chama debate sobre escala 6x1 de “populismo” em ano eleitoral
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
Política

Zema chama debate sobre escala 6×1 de “populismo” em ano eleitoral

Pré-candidato à Presidência, porém, defende flexibilização da jornada de trabalho e volta a atacar integrantes do STF

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Por Redação

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou como “populista” a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 em meio ao calendário eleitoral. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24), durante entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, em Goiânia, onde também intensificou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ao comentar propostas em tramitação no Congresso que tratam da jornada de trabalho, incluindo uma iniciativa encaminhada pelo governo do presidente Lula (PT), Zema questionou o momento do debate. Segundo ele, medidas dessa natureza não deveriam avançar em ano eleitoral, por, na sua avaliação, atenderem mais a interesses políticos do que técnicos.

O pré-candidato defendeu um modelo alternativo, com maior flexibilidade nas relações de trabalho. A ideia, segundo explicou, é permitir contratos com diferentes cargas horárias semanais, seguindo padrões adotados em outros países, de forma que empregados e empregadores possam negociar jornadas variadas conforme suas necessidades.

Durante a entrevista, Zema também voltou suas críticas ao STF, associando integrantes da Corte a controvérsias envolvendo o Banco Master. Sem apresentar provas, o ex-governador sugeriu vínculos entre ministros e o caso, que investiga suspeitas de irregularidades no sistema financeiro.

As declarações mais duras foram direcionadas aos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, a quem chamou de “frutas podres”. Ele também retomou críticas antigas a decisões judiciais, mencionando a concessão de liberdade, em 2009, ao médico Roger Abdelmassih, posteriormente condenado por crimes sexuais.

Ao ser questionado sobre eventuais mudanças no Judiciário caso chegue à Presidência, Zema afirmou que defenderia alterações nas regras para nomeação de ministros do STF, como a fixação de idade mínima mais elevada para ingresso na Corte, além do fim das decisões individuais, conhecidas como monocráticas.

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