BRB pede ao STF reserva de valores em eventuais delações do caso Master
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

BRB pede ao STF reserva de valores em eventuais delações do caso Master

Instituição tenta assegurar recuperação de perdas bilionárias com banco de Vorcaro

BRB
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que eventuais delações no caso Master prevejam a reserva de recursos para cobrir prejuízos causados ao banco ligado ao governo do Distrito Federal.

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“No âmbito de procedimentos judiciais relacionados a operações mantidas com o Banco Master, a Companhia protocolou petição incidental com pedido de tutela cautelar, com o objetivo de resguardar seu direito à eventual recomposição integral de danos sofridos”, informou o BRB em comunicado encaminhado ontem (02) ao mercado.

Não há, até o momento, acordo de delação premiada firmado no caso. No entanto, Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, estão em tratativas com autoridades.

Sem precedentes para esse tipo de solicitação, o banco afirma que o pedido tem caráter preventivo e “cautelar”. “A Companhia esclarece que a referida iniciativa possui natureza preventiva e cautelar, não havendo, no presente momento, definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem eventualmente recuperados”, diz o comunicado.

“A medida judicial visa, especificamente, à eventual reserva, segregação e vinculação de bens, valores, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto de investigações em curso, inclusive no âmbito de eventuais acordos de colaboração premiada”, acrescenta o BRB.

O pedido, de acordo com o BRB, baseia-se na legislação sobre delação premiada e no Código Penal. O banco defende que “eventuais valores recuperados devem observar a priorização da reparação dos prejuízos causados às partes lesadas”.

Segundo as investigações, o banco adquiriu R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do Master. Parte do valor foi recuperada, mas o Banco Central (BC) cobra a indicação dos recursos necessários para cobrir o rombo causado ao banco do governo do DF.

A atual administração do BRB estima a necessidade de R$ 8,8 bilhões, valor que ainda pode ser maior.

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