O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após a Corte não responder, dentro do prazo, a um pedido de esclarecimento sobre um número telefônico ligado ao tribunal que aparece nas investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo o senador, o colegiado não apresentou qualquer retorno ao ofício enviado na última semana, no qual solicitava a identificação de quem utilizou a linha funcional nos últimos cinco anos. Diante da ausência de resposta, Viana afirmou que pretende recorrer diretamente ao presidente da Corte, Edson Fachin.
“Não recebemos ainda a resposta oficial do Supremo Tribunal Federal (STF). Dado o prazo, não havendo manifestação, vamos oficiar o ministro Edson Fachin, que é o presidente da Casa. Por se tratar de um número público, à disposição do Supremo e pago com dinheiro público, é preciso identificar quem o estava usando”, declarou em colativa de imprensa na noite desta segunda-feira (23).
O pedido da CPMI foi formalizado com prazo de dois dias úteis para resposta, encerrado na segunda-feira. No documento, o senador requisita o histórico de usuários da linha desde janeiro de 2021 até a data mais recente disponível.
A solicitação tem como base dados obtidos por meio do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel), que apontaram que um dos contatos registrados no telefone de Vorcaro estaria vinculado ao STF. No entanto, até o momento, não foi possível identificar quem utilizava o número no período das trocas de mensagens.
Segundo informações reveladas pelo jornal O Globo em 6 de março, a linha estaria associada ao gabinete do ministro do STF Alexandre de Moraes adicionou pressão ao caso. O magistrado, por sua vez, nega ter mantido qualquer comunicação com o empresário e já afirmou, por meio da assessoria da Corte, não ser o destinatário das mensagens.
