Trump pressiona Cuba com última oferta de acordo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Trump pressiona Cuba com última oferta de acordo

Casa Branca combina incentivos econômicos e pressão judicial para forçar mudanças no regime de Havana

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou novas alternativas para o futuro do regime cubano e afirmou que Havana enfrenta pressão econômica crescente para negociar mudanças com Washington.

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Segundo declarações do próprio Trump, o governo cubano estaria em dificuldades financeiras e já mantém contatos com autoridades americanas.

“O governo cubano está conversando conosco e está com sérios problemas”, disse Trump em 27 de fevereiro.

“Eles não têm dinheiro. Não têm nada neste momento”, acrescentou. O presidente também afirmou que uma eventual transição poderia ocorrer por meio de uma “tomada de poder amigável”.

Pressão econômica

A estratégia americana combina medidas de pressão econômica com a possibilidade de acordos comerciais e energéticos.

Nos últimos meses, Washington ampliou restrições que afetam o abastecimento energético da ilha. O corte do fornecimento de petróleo venezuelano agravou a crise de energia em Cuba, provocando apagões e racionamento de combustível.

A administração Trump também passou a avaliar tarifas para países que forneçam combustível ao governo cubano.

Ao mesmo tempo, o governo americano flexibilizou parte das regras de exportação e autorizou empresas dos EUA a vender diesel e outros derivados de petróleo para a ilha.

Autoridades americanas discutem ainda um pacote econômico mais amplo envolvendo setores como energia, turismo e infraestrutura portuária.

Contatos com o regime

Relatos da imprensa internacional indicam que integrantes do governo americano buscam interlocutores dentro do círculo político cubano.

Segundo o portal Axios, o secretário de Estado Marco Rubio teria mantido conversas sobre o futuro político da ilha com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder Raúl Castro.

O governo cubano nega negociações formais com Washington.

Investigação e pressões legais

Além da pressão econômica, autoridades americanas avaliam medidas judiciais contra dirigentes do regime cubano.

Entre as possibilidades discutidas estão processos em tribunais dos Estados Unidos por crimes relacionados a narcotráfico e tráfico de pessoas.

Estratégia semelhante foi utilizada em investigações contra autoridades venezuelanas.

Contexto regional

A crise econômica em Cuba se agravou após mudanças no cenário regional.

A Venezuela, principal fornecedora de petróleo à ilha por décadas, reduziu drasticamente o envio de combustível.

Com menor apoio externo, o governo de Miguel Díaz-Canel enfrenta dificuldades para manter o abastecimento energético e o funcionamento de serviços básicos.

Nesse cenário, Washington avalia que a combinação de pressão econômica e negociações pode abrir espaço para mudanças no regime cubano.

*Com informações do Washington Post

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