O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta manhã (10) que magistrados atuem na “defesa da Justiça” e evitem que o Judiciário brasileiro seja capturado por interesses externos. Declaração foi feita durante discurso a presidentes de tribunais de todo o país.
Fachin afirmou, durante o discurso, que os juízes “não podem deixar” que o Judiciário fique “aprisionado em interesses paroquiais, em conveniências econômicas ou em cálculos políticos”.
Ele também reconheceu que a Justiça brasileira atravessa um “momento de tensão”. O cenário atual da República envolve o impacto das novas revelações sobre o caso Master e a suspensão dos “penduricalhos”, ambos que afetam os Três Poderes.
No discurso, Fachin mencionou diretamente a discussão sobre “remuneração e benefícios” no Judiciário. Segundo ele, a instituição precisa atravessar o debate sem desgaste institucional. “O Judiciário não pode sair deste momento menor do que entrou”, afirmou.
O presidente do Supremo também afirmou que magistrados precisam justificar suas decisões à sociedade. Segundo ele, o fato de juízes não serem eleitos exige ainda mais transparência no exercício da função.
“Elas devem ser escrutinadas amplamente, com toda a transparência, e devem ser capazes de sobreviver ao mais impiedoso exame público”, declarou Fachin.
Ao encerrar o discurso, o presidente do STF afirmou que o Judiciário não deve ser visto como um espaço de privilégios. Segundo ele, a instituição “não nasceu como privilégio de casta”, mas como “promessa de Estado”. Acrescentou ainda que os juízes precisam “ser virtuosos” e “dar o exemplo”.

