Presidente da OAB defende indicação de Messias ao STF
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Presidente da OAB defende indicação de Messias ao STF

Simonetti diz que advocacia depende de Judiciário independente e livre de pressões

Segundo ele, a eventual chegada de Messias ao tribunal contribuirá para a defesa da Constituição. Foto: Gustavo Moreno/STF.

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Por Redação

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, defendeu nesta segunda-feira (2) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário, que marcou a retomada dos trabalhos da Corte após o recesso.

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Em discurso no plenário do STF, Simonetti afirmou que a indicação representa um avanço institucional e fortalece a advocacia no sistema de Justiça. Segundo ele, a eventual chegada de Messias ao tribunal contribuirá para a defesa da Constituição, da democracia e das prerrogativas profissionais.

“É uma alegria para a advocacia ver seu nome indicado ao Supremo Tribunal Federal. Desejamos pleno êxito na sabatina que se aproxima”, afirmou o presidente da OAB.

A fala ocorreu na presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe conduzir o processo de análise da indicação.

O Senado é responsável por sabatinar e votar o nome indicado pelo presidente da República. Desde a saída antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, o STF atua com dez ministros.

A expectativa no Congresso é de que a sabatina de Jorge Messias ocorra após o Carnaval, com possibilidade de votação no plenário ainda no mesmo dia.

Embora a indicação tenha sido anunciada em novembro, o Palácio do Planalto ainda não encaminhou formalmente a mensagem presidencial ao Senado, em meio a sinais de resistência entre parlamentares.

Durante o discurso, Simonetti também criticou o que classificou como “vazamentos seletivos” de investigações policiais. Segundo ele, esse tipo de prática compromete a credibilidade das instituições e não atende ao interesse público.

“A democracia não convive com práticas de exceção. Vazamentos seletivos orientados por interesses políticos ou estratégicos são incompatíveis com o sistema democrático”, afirmou.

O presidente da OAB disse ainda que a advocacia depende de um Judiciário forte, independente e protegido de pressões externas. Para ele, a abertura do Ano Judiciário deve servir como momento de reflexão institucional e reafirmação do compromisso com a legalidade.

A cerimônia reuniu autoridades dos Três Poderes, incluindo o presidente do STF, Edson Fachin; o presidente da República, Lula (PT); e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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