Moraes consulta SC sobre vagas para transferência de Silvinei Vasques
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes consulta SC sobre vagas para transferência de Silvinei Vasques

Ministro pede informação a penitenciárias catarinenses sobre eventual remoção do ex-diretor da PRF

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Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que penitenciárias de Santa Catarina informem se há vagas para receber o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques.

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Vasques foi condenado a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e está preso desde dezembro do ano passado no Complexo da Papuda, em Brasília. A decisão foi assinada na terça-feira (20).

A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social de Santa Catarina informou nesta quarta-feira (21) que ainda não foi notificada da determinação.

O despacho atende a pedido da defesa para que o preso seja transferido para Santa Catarina, com preferência por unidades em São José ou Florianópolis. A solicitação inclui a continuidade de estudos de doutorado no estado.

No documento, Moraes determinou o envio de ofícios às administrações penitenciárias de origem, em Brasília, e de possível destino, em Santa Catarina. O objetivo é verificar a existência de vagas e condições operacionais para a transferência, considerando que o réu está em prisão preventiva.

A defesa também foi intimada a “complementar o pedido de autorização para continuidade de programa de pós-graduação na modalidade EAD com a documentação adequada”. Procurado, o advogado de Vasques não respondeu até a última atualização.

Valter Campanato/Agência Brasil
O ex-diretor da PRF foi preso no aeroporto internacional de Assunção quando tentava embarcar para El Salvador. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Silvinei Vasques foi entregue à Polícia Federal em 26 de dezembro, após ser preso no Paraguai ao tentar deixar o país com documentos falsos. Ele cumpre pena na ala especial da Papuda, conhecida como “Papudinha”.

Segundo a condenação, Vasques integrou o chamado “núcleo 2” da organização criminosa investigada e teria atuado para monitorar autoridades e dificultar a votação de eleitores, especialmente no Nordeste, durante o segundo turno das eleições de 2022.

Antes disso, ele já havia sido condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral, em ação do Ministério Público Federal, com aplicação de multa superior a R$ 500 mil e outras sanções cíveis.

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