Lula articula combate ao crime organizado com STF, PF, Receita e BC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Segurança

Lula articula combate ao crime organizado com STF, PF, Receita e BC

Nova diretriz busca integrar atuação de órgãos federais e Judiciário

Segundo o ministro da Justiça, o encontro visou ajustar a sintonia entre Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente Lula (PT) reuniu-se, nesta quinta-feira (15), com ministros, autoridades do Judiciário e dirigentes de órgãos de investigação e regulação para definir uma estratégia conjunta de enfrentamento ao crime organizado. O encontro aconteceu no Palácio do Planalto.

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Segundo o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o objetivo é transformar o combate a essas organizações em uma ação de Estado, articulando esforços entre diferentes instituições.

“Há uma constatação de que a dimensão do problema justifica e exige a conjugação de esforços em escala nacional. Não se trata de casos específicos, mas de uma diretriz institucional que envolve todos os órgãos competentes”, explicou Lima e Silva após o encontro.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou a importância da integração entre Receita Federal, Banco Central, Controladoria-Geral da União e agências de inteligência.

Entre os participantes da reunião estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin; o vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o chefe da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro da Justiça, o encontro visou ajustar a sintonia entre Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário, garantindo que ações de persecução possam ser concluídas com eficácia, respeitando a autonomia de cada órgão.

“A única forma de viabilizar essa integração e ampliar seu alcance é envolvendo todos os parceiros que têm compromisso com essa finalidade”, afirmou Lima e Silva.

A reunião ocorre em meio à repercussão do caso Banco Master, que investiga desvios financeiros ligados a fundos e operações do sistema bancário.

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