Para Degaut, ministro da Secom “sabe muito bem como utilizar cartilha gramiscista de tomada do poder”
No ALive desta terça-feira (13), o analista de segurança internacional Marcos Degaut criticou a estratégia do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, de tentar ocultar a “bidenficação” de Lula (PT).
Segundo Degaut, algumas pessoas podem ser manipuladas por ações que tentam apresentar o petista como um homem “jovem” e “forte”, apesar de seus 80 anos, já que a estratégia de Sidônio é “muito mais aí do que mero marketing político”.
“Sidônio não é bobo, ele sabe muito bem como utilizar a cartilha gramiscista de tomada do poder, e eles têm utilizado aí”, afirmou o analista.
De acordo com Degaut, a propagação da imagem do “Lula Maromba”, compartilhada por diversos petistas e até mesmo por parlamentares de esquerda nos últimos dias, é um “exemplo claro” de “operação psicológica”, conceito muito usado na “atividade diplomática” e na “atividade militar”.
A operação psicológica, explicou, “consiste em uma série de atividades que buscam influenciar emoções, percepções, comportamentos, de forma a se construir narrativas ou cenários para que se possa manipular uma determinada audiência a adotar posturas e comportamentos favoráveis àquele que utiliza essas técnicas”.
O objetivo da comunicação do petista, segundo Degaut, “não é apenas mostrar que Lula é um líder forte, mas busca mostrar que a direita é fraca”, incapaz de “governar o país física, psicológica e burocraticamente”.
“Operação psicológica é uma técnica muito utilizada por estados autoritários, aquela questão da construção do culto ao ídolo, do culto à autoridade máxima, mas é utilizada também por estados democráticos para influenciar comportamentos”, acrescentou.
Degaut citou exemplos internacionais: Israel realiza “operação psicológica junto à população iraniana” para mostrar apoio aos cidadãos, enquanto os EUA usam técnicas semelhantes na Venezuela, Cuba e Nicarágua.
Para o analista, “o problema não é utilizar operação psicológica”, mas sim “o objetivo a que se destina”. “No Brasil está muito claro que o objetivo é afastar a direita do poder”, concluiu.
