Anistia no Senado reúne apoio de mais de 50 parlamentares
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Anistia no Senado reúne apoio de mais de 50 parlamentares

Senador Esperidião Amin afirma que novo projeto de anistia aos condenados do 8 de Janeiro já conta com apoio de mais de 50 senadores
Foto: Câmara dos Deputados

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Por Redação

Proposta foi apresentada após veto de Lula ao texto da dosimetria

O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro já reúne apoio equivalente a mais de 50 senadores.

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A proposta foi apresentada após Lula vetar integralmente, na quinta-feira (8), o projeto que tratava da dosimetria das penas. Amin foi relator da matéria no Senado, aprovada pelo Congresso no fim do ano passado.

Segundo o parlamentar, o cálculo considera apoios individuais e manifestações de líderes partidários. “Já assinaram e sinalizaram apoio ao PL da anistia o equivalente a mais de 50 senadores”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Deputados e senadores defendem que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), convoque sessão para análise do veto presidencial. Amin, porém, afirma que a anistia ampla deve avançar independentemente da discussão sobre a dosimetria.

O senador declarou que não participou de acordo para limitar o debate apenas à redução de penas. “O projeto da dosimetria seria o primeiro passo”, disse.

Em entrevista, Amin afirmou: “Eu acho que a anistia é a grande forma de nós pacificarmos o país e, no futuro, quem sabe, uma revisão do inquérito”.

Diante da possibilidade de judicialização do tema, o senador defendeu que o debate deve ocorrer no Parlamento, e não no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a anistia e a dosimetria são matérias de competência do Legislativo.

Questionado sobre o impacto do perdão nas punições, Amin afirmou que o país tem histórico de anistias. “Primeiro, a nossa história tem mais de 35 anistias. Eu não acho que isso foi ruim para o país. Eu acho que foi bom”, declarou.

“A anistia não é impunidade. A anistia é perdão. É algo muito mais importante. É reconciliação e não envenenamento”, acrescentou.

O senador citou precedentes históricos e lembrou que a anistia aprovada na Constituinte de 1988 contou com apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas, incluindo Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e o próprio Lula.

Amin também criticou a posição do governo federal contrária à anistia e à dosimetria, afirmando que o tema ainda será alvo de disputa política no Congresso.

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