ALive: "Estamos vendo a implantação do nazismo no Brasil"
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

ALive: “Estamos vendo a implantação do nazismo no Brasil”

Brasil - Segundo Michelle, o incidente ocorreu após uma crise não especificada, e Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel.. Foto: Reprodução.
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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Magalhães e Alcântara criticam Moraes por demora em liberar ida de Bolsonaro ao hospital

Durante o ALive desta quarta-feira (07), a advogada Kátia Magalhães afirmou que Alexandre de Moraes pratica “perversão humanitária” e “perversão jurídica” contra Jair Bolsonaro (PL). O ministro do STF demorou 24h para liberar o ex-presidente para ir ao hospital após queda em que bateu a cabeça.

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“O idoso, apenas pela idade, já tem um risco agravado de queda”, disse Magalhães no programa do jornalista Claudio Dantas. “No caso específico de Bolsonaro, por toda a medicação, pela sequência de cirurgias e procedimentos intercalados entre as cirurgias, é óbvio que todas essas drogas agravam também os riscos de queda”.

Ela alertou que não se sabe se Bolsonaro teve sangramento interno. “Ele pode ter tido uma hemorragia interna. E aí, o tempo, esse fator que é essencial ao processo… todo mundo sabe que justiça que tarda, falha. O tempo é essencial à preservação da própria vida, porque, à medida que as horas passam, tanto a integridade física quanto a vida de Bolsonaro podem estar expostas a riscos cada vez mais agravados”.

“Qualquer pessoa que caia e bata com a cabeça não é um incidente fútil. Bolsonaro não bateu com o unho do pé, Bolsonaro bateu com a cabeça”, completou a advogada.

Para Magalhães, Bolsonaro deveria ter sido encaminhado ao hospital ainda na madrugada. A demora, segundo ela, é um “desleixo proposital” de Moraes. “Falta de cuidado com a integridade da pessoa que está ali sob custódia, que está, de novo, sob responsabilidade daqueles agentes do Estado”.

“A Polícia Federal não é composta por médicos, Alexandre de Moraes não é médico. Ele [Bolsonaro] tem que ser visto por especialistas. É inadmissível o silêncio do Conselho Federal de Medicina numa hora dessas. Cadê os médicos, cadê os peritos médicos?”, questionou.

Ela também alertou sobre os riscos do atraso no atendimento: “Essas 24 horas podem ter sido determinantes para um tremendo agravamento do estado de saúde de Bolsonaro, e talvez até para um agravamento irreversível”.

Magalhães afirmou ainda que Moraes está “criminosamente abusando da sua toga”. Para a advogada, o magistrado deve ser “parado” e encaminhado para a “cadeia” devido às suas arbitrariedades. “O país inteiro está vendo a prática de crimes”, concluiu.

“Estamos vendo a implantação do nazismo no Brasil”

O analista Ary Alcântara, que participou do programa, disse que o Brasil está “transmitindo ao vivo” a tortura sofrida por Bolsonaro. “Nós estamos vendo a implantação de um nazismo explícito no Brasil”.

“Pessoas não julgadas, pessoas condenadas por aquilo que não fizeram, sendo torturadas ao vivo, onde o torturador, o executor, literalmente debocha, faz e traz a público isto”, criticou.

“Este não é o Brasil que eu conheço, esse não é o Brasil dos brasileiros. Os brasileiros não são isso, os brasileiros não merecem esta vergonha em sua história. Isso não é vergonha histórica que nós estamos passando, isso é vergonha, vergonha de todos”, completou Ary.

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