Defesa de Martins desmonta narrativa de Moraes sobre preventiva
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Defesa de Martins desmonta narrativa de Moraes sobre preventiva

Ricardo Scheiffer Fernandes - ALive: Defesa de Martins desmonta narrativa de Moraes sobre preventiva
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

De acordo com Scheiffer, sistema de visualizações do LinkedIn não indica datas exatas de acesso

Em entrevista ao ALive desta quarta-feira (07), o advogado Ricardo Scheiffer Fernandes, que defende Filipe Martins, desmontou a narrativa usada por Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-assessor na semana passada.

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Antes da decisão, o ministro do STF deu 24h para que a defesa se manifestasse sobre um suposto acesso de Martins ao LinkedIn, já que ele estava proibido de utilizar redes sociais enquanto cumpria prisão domiciliar.

Segundo Scheiffer, Moraes interpretou de forma equivocada a manifestação da defesa ao afirmar que os advogados teriam “admitido” o acesso à plataforma. “Nós não reconhecemos acesso, tanto que pedimos perícia, e o ministro nem avaliou isso, nem disse que sim, nem que não, apenas disse que a defesa admitiu.”

De acordo com o advogado, o acesso ao LinkedIn ocorreu apenas posteriormente e foi realizado pela própria defesa para a obtenção de provas favoráveis a Martins, e não antes, como consta em denúncia apresentada por terceiro contra o ex-assessor.

Ainda segundo Scheiffer, o LinkedIn encaminhou, por questões burocráticas, um relatório sobre os acessos à plataforma pelo ex-assessor após Moraes já ter determinado a prisão preventiva de Martins.

De acordo com Scheiffer, os dados completos demonstram “de maneira inequívoca” que não houve qualquer acesso irregular: “Aquilo que a gente já afirmava.” Ele destacou que o serviço de visualização de perfis que acessaram o seu no LinkedIn não é cronológico.

Segundo o advogado, isso não quer dizer que a pessoa tenha visitado o perfil de terceiro naquele exato dia ou no dia anterior; pode ter sido em qualquer outro momento. “Pode ter acontecido em qualquer momento, segundo informações de até alguns sites de Reclame Aqui, essas coisas ali, aparecerem ali situações que a pessoa nem visitou e aparece para outra.”

Scheiffer também comentou sobre a transferência de Martins, sem aviso prévio, para o Complexo Médico Penal, em Pinhais (PR). Foi no CMP que o ex-assessor passou 10 dias numa solitária e depois quase foi transferido para uma cela comum, com criminosos.

Segundo o advogado, ele só soube que Martins não estava mais na cadeia anterior quando ligou para marcar visita: “Que sentido faz você transferir uma pessoa de Ponta Grossa para Curitiba, para transferir ela depois para Ponta Grossa? Não faz o menor sentido.”

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