Defesa pede revogação da prisão de Filipe Martins no STF por “motivo inexistente”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Defesa pede revogação da prisão de Filipe Martins no STF por “motivo inexistente”

A defesa afirma que registros oficiais fornecidos pela Microsoft demonstram que Martins não acessou sua conta no LinkedIn após a imposição das medidas cautelares. Foto: Arthur Max/MRE

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Advogados afirmam que prisão decretada por Alexandre de Moraes se baseou em erro de fato

Os advogados de Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) novos documentos e pediram a revogação imediata da prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.

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A defesa afirma que registros oficiais fornecidos pela Microsoft demonstram que Martins não acessou sua conta no LinkedIn após a imposição das medidas cautelares.

A prisão foi determinada no último dia 31 de dezembro com base na suspeita de que Martins teria utilizado redes sociais em 28 de dezembro, o que, segundo Moraes, configuraria descumprimento da cautelar.

Na decisão, o ministro afirmou que o réu demonstrou “total desrespeito pelas normas impostas”.

Segundo a petição apresentada ao STF, o último login registrado na conta do LinkedIn de Filipe Martins ocorreu em 13 de setembro de 2024, meses antes da cautelar que restringiu o uso de redes sociais. O acesso, de acordo com os advogados, partiu de um endereço de IP localizado nos Estados Unidos e foi realizado por um advogado contratado para atuar em processos judiciais naquele país.

À época, Martins estava em Ponta Grossa (PR), sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

“O último acesso comprovado em logs da própria Microsoft é de 13/09/2024, muito antes da cautelar de 26/12/2025”, afirma a defesa no documento.

Defesa diz que prisão se baseou em erro de fato

Os advogados Jeffrey Chiquini e Ricardo Scheiffer Fernandes sustentam que a decisão de Moraes se baseou em um erro material e em denúncia informal, sem validação técnica prévia.

“Assim, mais uma vez, Vossa Excelência determinou prisão deste réu, especificamente, por motivo inexistente”, diz a petição.

O relatório também aponta um novo registro de login em 4 de janeiro de 2026, mas a defesa esclarece que o acesso foi realizado por um dos advogados exclusivamente para obter o histórico técnico da conta, já após a prisão de Martins.

A defesa também argumenta que a decisão judicial previa apenas a proibição de postagens, e não o impedimento de acesso às contas. Segundo os advogados, mesmo que houvesse acesso para leitura — o que negam —, isso não poderia justificar a decretação da prisão preventiva.

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