Ex-ministros do GSI e Defesa foram conduzidos por militares e permanecerão no Comando Militar do Planalto
Os generais Augusto Heleno, de 78 anos, e Paulo Sérgio Nogueira, de 70, foram presos nesta terça (25) em Brasília, após a execução das penas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que apurou tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Os detalhes da prisão foram acertados na semana passada pela cúpula do Exército com o ministro Alexandre de Moraes e a Polícia Federal, com o objetivo de evitar exposição pública dos militares.
Diferentemente de prisões comuns, os ex-ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Defesa não foram abordados por policiais federais.
Eles foram recebidos em suas residências por militares, acompanhados por generais quatro estrelas, que ficaram responsáveis pela custódia.
O exame de corpo de delito também não foi realizado no Instituto Médico Legal (IML), mas no próprio Comando Militar do Planalto, com acompanhamento da PF.
Os dois permanecerão em salas do Estado-Maior da unidade militar, equipadas com cama de solteiro, frigobar, escrivaninha e acesso à TV aberta.
Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado e 84 dias-multa, enquanto Paulo Sérgio Nogueira recebeu 19 anos de prisão em regime fechado e 84 dias-multa.
Outro condenado do núcleo central da trama, o general Walter Braga Netto, segue em prisão preventiva na 1ª Divisão de Exército no Rio de Janeiro, com pena de 26 anos.
Todos os generais condenados pela Primeira Turma do STF em setembro deste ano integram o núcleo crucial do plano golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de reclusão.
Com o trânsito em julgado do processo nesta terça-feira, as penas passaram a ser executadas e todos os condenados passarão por audiência de custódia nesta quarta-feira (26).
