Oposição fala em “estado de exceção” após decisão sobre Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Oposição fala em “estado de exceção” após decisão sobre Bolsonaro

Oposição na Câmara reage a decisão de Moraes sobre Bolsonaro e fala em perseguição política e estado de exceção

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Liderança na Câmara reage a trânsito em julgado e início do cumprimento de pena na PF

 

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A Liderança da Oposição na Câmara dos Deputados divulgou, nesta terça-feira (25), uma nota oficial em reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal e declarou o trânsito em julgado do processo.

No documento, a oposição afirma que o dia marca um momento de “tristeza, indignação e alerta”, e sustenta que a decisão consolida um “estado de exceção” no país. Segundo a nota, o processo contra Bolsonaro e aliados seria resultado de perseguição política e de supostas irregularidades desde a fase de investigação.

A oposição declara que homens públicos que, segundo o grupo, “dedicaram a vida ao país” estão sendo submetidos a humilhação e execração pública, enquanto escândalos de corrupção de governos anteriores teriam ficado impunes. De forma indireta, o texto aponta que o Judiciário teria abandonado seu papel constitucional.

O líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), afirma na nota que a condução do processo ignorou garantias do devido processo legal. Ele diz que embargos teriam sido desconsiderados e que houve inversão da ordem jurídica.

Em trecho de crítica direta, Zucco declarou: “A mensagem é clara e gravíssima: nenhum opositor do atual regime está a salvo.”

Ainda de acordo com o documento, a oposição sustenta que continuará atuando “dentro e fora do Parlamento” para, segundo o texto, restaurar a democracia e as garantias individuais. O grupo afirma que não pretende se calar diante do que classifica como injustiça histórica.

A manifestação ocorre após Moraes determinar o início da execução da pena de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado, após o encerramento do prazo para novos recursos da defesa.

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