Moraes determina que Bolsonaro inicie cumprimento de pena na PF
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Moraes determina que Bolsonaro inicie cumprimento de pena na PF

Alexandre de Moraes arquiva investigações sobre suposto bloqueio de eleitores no segundo turno de 2022 por ausência de provas ou fatos já julgados
Alexandre de Moraes arquiva investigações sobre suposto bloqueio de eleitores no segundo turno de 2022 por ausência de provas ou fatos já julgados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ex-presidente começa a cumprir pena de 27 anos após trânsito em julgado no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (25) o início do cumprimento da pena de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente vai cumprir a pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde sábado (22).

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A decisão foi tomada após Moraes declarar o trânsito em julgado dos processos do chamado núcleo 1. Com isso, Bolsonaro passa a cumprir a pena de forma definitiva.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA PEÇA (JAIR BOLSONARO) – PDF

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado. Segundo o STF, ele teria liderado organização criminosa voltada à permanência no poder após o resultado das eleições.

Bolsonaro estava em prisão preventiva na PF por outro processo, que apura coação contra a Justiça.

A defesa deve apresentar novo pedido de prisão domiciliar com base na idade e no estado de saúde. Bolsonaro tem 70 anos. Um pedido anterior foi negado pelo STF.

Desde julho, ele cumpria medidas cautelares e usava tornozeleira eletrônica. Em agosto, o STF decretou prisão domiciliar após suposto descumprimento das regras.

No dia 22 de novembro, Moraes converteu a domiciliar em prisão preventiva. A decisão citou risco de fuga e a violação do equipamento de monitoramento.

A PF informou que Bolsonaro teria usado um ferro de solda na tornozeleira. Ele afirmou que agiu por curiosidade e disse ter acreditado que o dispositivo poderia conter escuta.

A decisão também citou uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em frente ao imóvel onde o ex-presidente morava, apontada como fator de risco.

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