Ministro afirma que tornozeleira apenas antecipou decisão da Corte
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro já era considerada um desfecho esperado na Corte e que a violação da tornozeleira eletrônica apenas acelerou o processo.
“Todos esperávamos o trânsito em julgado da decisão para o cumprimento da sentença”, declarou em entrevista.
Segundo ele, o episódio envolvendo a tornozeleira antecipou em “dias ou semanas” o cumprimento de uma medida que já estaria definida pelo tribunal.
Gilmar afirmou que caberá à Primeira Turma do STF definir a forma e o local de cumprimento da pena. Disse que peritos devem avaliar os argumentos de saúde apresentados pela defesa, que sustenta riscos clínicos e pede condições especiais de custódia.
Situação de Ramagem, Eduardo e Zambelli
O ministro comentou os casos de Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP), citados por Alexandre de Moraes.
“Certamente haverá busca da cooperação internacional”, disse.
Sobre Zambelli, afirmou que a Justiça italiana já conduz audiências vinculadas a um possível processo de extradição.
Ao falar de Eduardo Bolsonaro, declarou que o deputado comunicou licença para “supostamente atuar internacionalmente junto ao governo Trump” e disse que a iniciativa “gerou confusão e consequências graves” no campo diplomático.
As declarações ocorreram durante compromisso oficial de Gilmar Mendes na Università Roma Tre, em Roma, antes de encontro com a imprensa.
