PF deflagra Operação Tarja Preta e quebra envio ilegal de remédios para os EUA
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

PF deflagra Operação Tarja Preta e quebra envio ilegal de remédios para os EUA

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça (11), a Operação Tarja Preta, voltada a desarticular um esquema internacional de envio ilegal de medicamentos controlados do Brasil para os Estados Unidos.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça (11), a Operação Tarja Preta, voltada a desarticular um esquema internacional de envio ilegal de medicamentos controlados do Brasil para os Estados Unidos. Foto: Reprodução

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Por Redação

Ação conjunta com autoridades americanas prende líder do esquema em Orlando e revela estrutura criminosa

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça (11), a Operação Tarja Preta, voltada a desarticular um esquema internacional de envio ilegal de medicamentos controlados do Brasil para os Estados Unidos.

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A ofensiva contou com o apoio do Ministério Público Federal, dos Correios e de agências norte-americanas como a US Customs and Border Protection e a Drug Enforcement Administration (DEA).

Os agentes cumpriram um mandado de prisão temporária e seis de busca e apreensão em endereços de Rio das Ostras (RJ), cidade da Região dos Lagos. Duas pessoas foram presas: uma no Brasil e outra em território americano.

O chefe do esquema, segundo a PF, foi preso em Orlando, na Flórida, por oficiais dos Estados Unidos e será deportado para o Brasil após os trâmites legais.

Outro investigado foi detido em flagrante após a polícia encontrar medicamentos controlados em sua residência.

As investigações começaram em 2023 e revelaram que o grupo operava com divisão de tarefas entre farmácias, intermediários e receptadores.

O objetivo era enviar psicotrópicos e entorpecentes para os Estados Unidos sem prescrição médica, em violação às leis sanitárias dos dois países.

Entre os medicamentos apreendidos estão Zolpidem, Alprazolam, Clonazepam, Pregabalina e Ritalina, todos classificados como de uso controlado pelo Ministério da Saúde.

Parte das encomendas foi interceptada durante o envio internacional, em cooperação com as autoridades americanas.

A PF identificou movimentações financeiras atípicas e transferências bancárias suspeitas relacionadas ao esquema, com indícios de lavagem de dinheiro e financiamento da atividade ilícita.

De acordo com a corporação, quatro pessoas físicas e duas empresas são investigadas, mas os nomes não foram divulgados.

Os envolvidos poderão responder por organização criminosa e tráfico internacional de drogas, entre outros crimes que possam ser identificados ao longo da apuração.

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