Motta quer votar Marco Legal do Combate ao Crime Organizado na terça - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Motta quer votar Marco Legal do Combate ao Crime Organizado na terça

Câmara deve votar Marco Legal do Combate ao Crime Organizado; proposta de Derrite endurece penas e pressiona governo Lula
Câmara deve votar Marco Legal do Combate ao Crime Organizado; proposta de Derrite endurece penas e pressiona governo Lula. Foto: Câmara dos Deputados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Texto relatado por Derrite amplia punições e causa incômodo no Planalto.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu na pauta de terça-feira (11) o projeto do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. A proposta substitui o texto do governo federal conhecido como PL Antifacção e deve reunir dispositivos do PL Antiterrorismo, apoiado pela oposição.

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O texto original, enviado pelo Executivo, foi relatado por Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança de São Paulo e aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A escolha provocou reação negativa entre governistas.

Motta anunciou que o novo projeto reunirá as duas propostas e será tratado como “um marco legal de segurança pública nacional”. Em nota, afirmou: “Segurança pública é uma pauta suprapartidária e uma urgência nacional. Trabalharei para que a Câmara entregue ao país o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado. Quando o tema é segurança, não há direita nem esquerda, há apenas o dever de proteger.”

O relatório de Derrite estabelece as mesmas penas para crimes cometidos por terroristas, integrantes de facções criminosas, milícias e grupos paramilitares. Também prevê cumprimento de pena em presídio de segurança máxima para líderes de organizações criminosas e eleva o tempo mínimo de progressão de regime de 70% para até 85%.

A discussão deve ocorrer em semana esvaziada devido à COP30, que começa nesta segunda-feira (10) em Belém (PA). Para garantir quórum, a Câmara adotará regime de sessões semipresenciais, permitindo que os deputados registrem votos de forma remota.

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