ANP suspende reunião após impasse sobre impedimento de diretores em caso Refit
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

ANP suspende reunião após impasse sobre impedimento de diretores em caso Refit

ANP suspende reunião após impasse sobre impedimento de diretores em caso Refit

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Por Redação

Colegiado diverge sobre participação de Pietro Mendes e Symone Araújo em julgamentos ligados à refinaria de Manguinhos

A reunião da diretoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) foi suspensa nesta quinta-feira (6) após divergências nos processos que tratam do impedimento dos diretores Pietro Mendes e Symone Araújo no caso Refit (Refinaria de Manguinhos). A análise será retomada às 17h de hoje (07).

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Os processos decorrem de recurso da Refit, que acusa os dois diretores de perseguição à companhia. No caso de Mendes, a empresa alega favorecimento à Petrobras, da qual ele foi presidente do conselho de administração. A refinaria também apresentou queixa-crime à Polícia Federal contra ambos.

A sessão ficou tensa após o diretor Daniel Maia questionar quem poderia votar nos processos, o que Mendes classificou como “chicana jurídica”, segundo a agência Infra. Em seguida, o diretor Fernando Moura pediu vistas, o que pode adiar a decisão. O impasse afeta a composição da diretoria responsável por julgamentos envolvendo a Refit.

O diretor-geral, Artur Watt, relator dos processos, apresentou voto negando o pedido da empresa e defendeu que Mendes e Symone pudessem votar nos casos um do outro. Maia discordou e argumentou que ambos deveriam ser impedidos por estarem sujeitos às mesmas acusações. Ele também criticou a separação dos recursos em dois processos distintos.

Após a manifestação de Maia, Moura pediu vistas alegando dúvidas sobre o tema. Disse, porém, que não usará o prazo máximo de 30 dias e que pretende devolver o processo em sessão extraordinária “nos próximos dias”.

Watt afirmou não esperar as intervenções e decidiu suspender a sessão para análise técnica. Mendes sugeriu que o pedido de vistas não fosse aceito, classificando a discussão como “chicana jurídica”.

O diretor-geral também apontou tentativa da Refit de interferir na composição do colegiado. “Na minha visão, a autora simplesmente desejou manipular o julgamento, estendendo as ações do diretor Pietro à diretora Symone. Ao fazer essas alegações dessa forma, eles estariam de fato escolhendo um painel de julgadores que, na visão deles, poderia estar disposto ou favorável a julgar a seu favor”, disse Watt.

A ANP interditou a Refit no fim de setembro após fiscais identificarem irregularidades nas operações Cadeia de Carbono e Carbono Oculto, da Receita Federal. No fim de outubro, a agência autorizou reabertura parcial da refinaria após correções, mas a empresa segue sob fiscalização.

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