Operação apreendeu 93 fuzis; metade seria composta por armas “fantasmas” montadas de forma clandestina
O governo do Rio de Janeiro informou que entre 800 e mil fuzis estariam nas mãos de criminosos dos complexos do Alemão e da Penha, áreas controladas pelo Comando Vermelho (CV). A estimativa foi divulgada após a megaoperação policial do dia 28 de outubro, que apreendeu 120 armas, sendo 93 fuzis.
O número foi atualizado após a primeira reunião do Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado, realizada na segunda-feira (3). O grupo definiu como prioridade impedir a entrada de fuzis no estado, em articulação com autoridades federais e outros estados.
Segundo o governo, o Comando Vermelho utiliza equipamentos de guerra, com “armas de longo alcance e alto poder de destruição, como fuzis ponto 30 e ponto 50, drones com explosivos, minas terrestres e granadas”.
A Polícia Civil informou que metade dos fuzis apreendidos é composta por armas conhecidas como “fantasmas”, fabricadas de forma clandestina com peças de diferentes origens, muitas delas produzidas em impressoras 3D de metal. O levantamento da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE) estima que o arsenal apreendido tenha valor de R$ 12,8 milhões.
Entre as falsificações identificadas estão modelos inspirados em armas das fabricantes Heckler & Koch (HK), da Alemanha, e Colt, dos Estados Unidos. As inscrições das marcas foram feitas com tinta, fora dos padrões originais.
A megaoperação que resultou nas apreensões terminou com 121 mortos, entre eles quatro policiais. Além dos fuzis, foram apreendidas 26 pistolas, um revólver, explosivos, munições, drogas e equipamentos militares usados pela facção.
