Victor Henrique de Oliveira Shimada, empresário sancionado pelo governo dos Estados Unidos (EUA) por suspeita de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), acumula R$ 357.304,52 em débitos inscritos na dívida ativa da União, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
De acordo com o cadastro da PGFN, Shimada possui 10 inscrições em dívida ativa. Do total, R$ 206,4 mil correspondem a débitos tributários, R$ 142,4 mil são referentes a pendências do Simples Nacional e R$ 8,4 mil dizem respeito a contribuições previdenciárias.

O nome do empresário integra a primeira lista de sanções anunciada pelo governo dos Estados Unidos após a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As medidas foram adotadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.
Segundo as autoridades americanas, Victor Shimada teria participado de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC, utilizando criptomoedas para movimentar recursos ilícitos.
De acordo com as investigações, o empresário é suspeito de lavar cerca de US$ 30 milhões por meio de ativos digitais e realizar operações destinadas ao envio de recursos para o Brasil em nome da facção criminosa.
Outra pessoa alcançada pelas sanções é Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelo Departamento do Tesouro como parente de Shimada.
Segundo o órgão americano, ela teria atuado como secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, além de prestar apoio logístico à suposta estrutura de lavagem de recursos investigada.
Reportagens publicadas anteriormente também informaram que Stella recebeu R$ 5 mil em auxílio emergencial entre 2020 e 2021.
