Derrite cita Bukele: é possível acabar com o PCC e o CV
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Derrite cita Bukele e diz que é possível acabar com o PCC e o CV

Guilherme Derrite relata PL Antifacção
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Citado Derrite, El Salvador de Bukele conseguiu reduzir drasticamente homicídios

Para Guilherme Derrite, é possível extinguir o PCC e o CV. De acordo com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, o exemplo implementado por Nayib Bukele em El Salvador mostra que o crime organizado pode ser derrotado.

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“Sendo bem realista, se não desse pra acabar, eu sei que é difícil falar sobre isso, é polêmico. Eu fui criticado quando eu fiz uma comparação e eu não falei sobre os meios pelos quais o presidente Nayib Bukele conseguiu, eu desconheço, eu inclusive pretendo visitar no que vem, El Salvador, mas eles conseguiram”, disse Derrite em entrevista ao WW, da CNN Brasil, na noite de quarta-feira (18).

O secretário de SP destacou os resultados obtidos pelo governo salvadorenho, que conseguiu reduzir drasticamente os índices de homicídio: “Era o país que tinha um índice de homicídio por 100 mil habitantes de 109 por 100 mil, hoje tá menos de dois por 100 mil”.

“Ele [Bukele] controlou, ele estancou as quadrilhas do crime organizado e a força que o Estado brasileiro tem pra dar essa resposta é muito maior, é mais complexo? Claro que sim”, continuou.

O controle exercido por Bukele permitiu restaurar a paz nas ruas de El Salvador, antes dominadas por gangues. Por meio do “Estado de Emergência”, o salvadorenho declarou guerra ao crime organizado e construiu uma prisão de segurança máxima, apelidada de “Alcatraz da América Central”, com capacidade para 40 mil detentos. A lei marcial no país permitiu retirar rapidamente de circulação: traficantes, assaltantes e homicidas.

“A gente não pode permitir que um criminoso seja preso 30 vezes assaltante de carro forte”, afirmou o secretário. Segundo ele, a população brasileira deseja uma atuação mais firme do Estado contra as facções.

“Se você fizer uma pesquisa hoje para a população, o que mais a população quer é a força do Estado no sentido de conter as organizações criminosas. E digo mais, quem mais sofre com as organizações criminosas do Brasil é a população que vive nessas comunidades, porque é o Estado paralelo agindo na vacância, na negligência do Estado, esse sim, o Estado que deveria atuar”, finalizou Derrite.

DERRITE, FACÇÕES E TERRORISTAS

O secretário de SP, que é deputado federal, vai se licenciar do cargo para voltar à Câmara e relatar o projeto que equipara facções criminosas a terroristas. “As organizações criminosas atuam como terroristas há muito tempo. Precisamos tipificar essa atuação para que o custo do crime aumente”, afirmou Derrite à emissora.

“Essa não é a solução definitiva para todos os problemas da segurança pública, mas faz parte de um conjunto de fatores que precisamos rever, para que não entremos em um caminho sem volta, já que a impunidade encoraja a atividade delituosa”, completou.

A proposta, de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), altera a Lei Antiterrorismo (13.260/2016) para incluir milícias e facções como o PCC e o CV como organizações terroristas. A medida já tramita em regime de urgência na Câmara.

O tema voltou a ganhar força após a Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28) pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, que deixou mais de 117 narcoterroristas do CV mortos.

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