Delegado confirma que todos os mortos, exceto os policiais, eram narcoterroristas
A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número total de mortos na megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital, na última terça-feira (28). A ação, batizada de Operação Contenção, é a mais letal da história do país.
De acordo com a corporação, foram 117 civis e quatro policiais mortos. Cinquenta e quatro corpos foram encontrados no dia da operação, e outros 63 foram localizados por moradores em uma área de mata no Complexo da Penha na quarta-feira (29).
A ação envolveu cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de conter o avanço territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão, sendo 30 em outros estados.
Além das mortes, a polícia prendeu 113 suspeitos, apreendeu 118 armas — 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver —, além de 14 artefatos explosivos e drogas ainda em contagem. O governo estadual classificou a operação como “o maior baque da história contra o Comando Vermelho”. O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que enviará técnicos ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia independente nos corpos.
Durante coletiva, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, afirmou que o confronto durou cerca de 15 horas, entre 6h e 21h. Já o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, declarou que todos os mortos, exceto os policiais, eram “narcoterroristas”.
Curi também disse que a polícia vai investigar, por fraude processual, moradores que retiraram corpos da mata após a operação. Segundo ele, houve tentativa de alterar a cena do crime, com retirada de roupas camufladas dos suspeitos.
