Dino e Gilmar criticam megaoperação no Rio: "Lamentável"
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Dino e Gilmar criticam megaoperação contra CV no Rio: “Lamentável episódio”

Flávio Dino votou pela condenação de cinco dos sete policiais militares que respondem por suposta omissão durante os atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Ministros criticam megaoperação no Rio que resultou na morte de 117 narcoterroristas

Durante sessão do Supremo, os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes criticaram a megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro (RJ), que resultou na morte de pelo menos 117 narcoterroristas.

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Segundo Dino, o Supremo não pretende impedir o trabalho das forças de segurança, mas também não pode legitimar um “vale-tudo com corpos estendidos e jogados no meio da mata”. Após a ação, moradores do Complexo da Penha encontraram diversos corpos de criminosos em uma área de mata.

“Esses eventos todos, essas tragédias todas, se prestam a mostrar que precisamos cuidar de uma teoria geral da ação policial, sobretudo no plano político, e procurar selecionar os casos concretos, mostrando uma posição institucional nossa, que não é impedir o trabalho da polícia, nunca foi”, disse o magistrado, ontem (29), durante sessão que julgou o uso da força policial contra manifestantes.

“Mas, ao mesmo tempo, não é de legitimar um vale-tudo com corpos estendidos e jogados no meio da mata, jogados no chão, porque isso não é Estado de Direito”, acrescentou Dino.

Já Gilmar, ao comentar o caso, classificou a megaoperação no Rio como um “lamentável episódio” e defendeu que a Corte estabeleça uma jurisprudência para garantir a realização de operações, “mas, ao mesmo tempo, não comporte abusos, muito menos violação dos direitos fundamentais”.

“Vivemos situações de graves ações policiais que causam danos às pessoas ou mesmo a morte de várias pessoas, que acabamos de ver neste lamentável episódio no Rio de Janeiro”, completou o magistrado.

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