Ex-assessor de Bolsonaro pode ser preso mesmo sem descumprir regras de domiciliar
A Polícia Penal do Paraná informou que uma falha técnica de dois minutos foi registrada na tornozeleira eletrônica usada por Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência e réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2022.
Segundo o órgão, o problema ocorreu por instabilidade no sinal de GPS, enquanto Martins estava em casa e fora do horário de recolhimento domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, determinou que a defesa apresente explicações formais em até cinco dias, sob pena de prisão imediata.
Moraes quer esclarecimentos sobre o motivo da perda de sinal e eventuais irregularidades no monitoramento.

foto: TSE
Os advogados de Filipe Martins afirmaram que a falha foi pontual e involuntária, causada por problemas técnicos comuns em sistemas de rastreamento eletrônico.
A defesa pretende usar o episódio para reforçar o pedido de revogação das medidas cautelares, alegando que as restrições impostas por Moraes têm prejudicado a vida profissional e pessoal do ex-assessor.
“Não houve qualquer violação das condições impostas. A falha foi meramente técnica”, afirmou a defesa em nota.
Martins está em prisão domiciliar monitorada desde 2023 e responde por suposta participação intelectual nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O julgamento do caso está previsto para dezembro, quando o STF deve decidir se mantém ou não as restrições.
