Falha de dois minutos em tornozeleira vira alvo de Moraes no STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Falha de dois minutos em tornozeleira vira alvo de Moraes no STF

A defesa do ex-assessor da Presidência Filipe Martins denunciou o delegado da Polícia Federal Fábio Shor por suposta manipulação de provas nas investigações que tratam de uma alegada viagem de Martins aos Estados Unidos.
Foto: Senado Federal

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Por Redação

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A Polícia Penal do Paraná informou que uma falha técnica de dois minutos foi registrada na tornozeleira eletrônica usada por Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência e réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 2022.

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Segundo o órgão, o problema ocorreu por instabilidade no sinal de GPS, enquanto Martins estava em casa e fora do horário de recolhimento domiciliar.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, determinou que a defesa apresente explicações formais em até cinco dias, sob pena de prisão imediata.

Moraes quer esclarecimentos sobre o motivo da perda de sinal e eventuais irregularidades no monitoramento.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, determinou que a defesa apresente explicações formais em até cinco dias, sob pena de prisão imediata. foto: TSE
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, determinou que a defesa apresente explicações formais em até cinco dias, sob pena de prisão imediata.
foto: TSE

Os advogados de Filipe Martins afirmaram que a falha foi pontual e involuntária, causada por problemas técnicos comuns em sistemas de rastreamento eletrônico.

A defesa pretende usar o episódio para reforçar o pedido de revogação das medidas cautelares, alegando que as restrições impostas por Moraes têm prejudicado a vida profissional e pessoal do ex-assessor.

“Não houve qualquer violação das condições impostas. A falha foi meramente técnica”, afirmou a defesa em nota.

Martins está em prisão domiciliar monitorada desde 2023 e responde por suposta participação intelectual nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O julgamento do caso está previsto para dezembro, quando o STF deve decidir se mantém ou não as restrições.

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