Senado adia decisão sobre decreto de segurança pública sobre uso da força policial - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Brasil

Senado adia decisão sobre decreto de segurança pública sobre uso da força policial

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Por Redação

Flavio Bolsonaro diz que o assunto deve voltar à pauta da próxima reunião deliberativa da Comissão

A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado aprovou nesta terça-feira (7) a votação do projeto de decreto legislativo (PDL 1/2025) que pretende suspender o decreto do governo federal que regulamenta o uso da força por agentes de segurança.

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A proposta, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), saiu da pauta após pedido de vista feito pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES). O presidente da comissão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), informou que o tema deve voltar à discussão na próxima reunião deliberativa do colegiado.

Debate adiado após pedido de vista

O PDL busca derrubar o decreto que define o emprego de instrumentos de menor potencial ofensivo nas ações das forças de segurança e orienta como deve ocorrer o uso progressivo da força. O texto governamental também determinou que os protocolos sejam uniformes em todo o país, o que gerou evidências de parlamentares e entidades ligadas à segurança pública.

O relator da proposta, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), apresentou parecer favorável à suspensão do decreto. Segundo ele, o ato foi editado unilateralmente pelo Executivo, sem diálogo com estados e municípios.

A Comissão de Segurança Pública adia a votação do projeto de Mecias de Jesus que busca derrubar o decreto federal sobre o uso da força por agentes de segurança
O projeto que susta o decreto governamental é relatado pelo senador Hamilton Mourão. Fonte: Agência Senado

“O decreto foi unilateral, não houve conversa com estados e municípios, carece de debate público, invadiu a competência do Congresso Nacional para legislar sobre segurança pública. Extrapola o escopo do uso de instrumento de menor potencial ofensivo para tratar do uso da força genericamente. Ignora as especificidades de cada estado e município”, afirmou Mourão.

O senador classificou o decreto como inconstitucional e impreciso, argumentando que a norma não contornou com respaldo democrático e não foi aplicada à consulta pública nem discutida com as forças de segurança.

Editado para regulamentos a Lei 13.060, de 2014, o decreto do governo restringe o uso de armas de fogo durante a atuação policial, priorizando instrumentos de menor potencial ofensivo quando não houver risco imediato para policiais ou terceiros.

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