“Fundo eleitoral saiu do controle”, diz Claudio Dantas no Alive
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

“Fundo eleitoral saiu do controle”, diz Claudio Dantas no Alive

Claudio Dantas diz que fundo eleitoral saiu do controle; Júlia Lucy defende candidaturas avulsas e retorno do financiamento privado
Claudio Dantas diz que fundo eleitoral saiu do controle; Júlia Lucy defende candidaturas avulsas e retorno do financiamento privado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Debate hoje aborda candidaturas avulsas e retorno do financiamento privado

No programa Alive desta sexta-feira (2), apresentado por Claudio Dantas no YouTube, o jornalista afirmou que o fundo eleitoral “saiu do controle” e defendeu a reabertura do debate sobre o financiamento de campanhas.

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Dantas lembrou que a adoção do financiamento público ocorreu durante a Lava Jato, quando vieram à tona os esquemas de caixa dois e caixa três. Segundo ele, a proibição do financiamento privado sempre foi uma pauta do PT.

“Esse sempre foi um tema do PT. Hoje, depois de mais de cinco anos de financiamento público, a gente percebe que quem paga a conta no final é sempre o contribuinte. Essa conta acaba trazendo questionamentos sobre regras de distribuição, direcionamento para candidatos escolhidos por caciques partidários e o uso do fundo por partidos de aluguel”, disse.

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Claudio disse que passados mais de cinco anos da mudança, a conta continua recaindo sobre os contribuintes e ainda gera distorções. Ele citou abusos no uso do fundo, partidos de aluguel criados para acessar recursos e distribuição controlada por dirigentes partidários.

O apresentador também criticou a falta de formação de quadros políticos pelos partidos. Disse que muitos parlamentares desconhecem tecnicamente as matérias em votação e defendeu que, se ao menos os recursos fossem usados para esse fim, haveria algum retorno à sociedade.

“Há uma negligência dos partidos nessa obrigação. Muitas vezes deputados e senadores desconhecem tecnicamente as matérias que estão votando. Se o financiamento público fosse usado para formar quadros, ao menos haveria uma contrapartida para a sociedade. Não é o que acontece”, afirmou.

A defesa de candidaturas avulsas

A cientista política Júlia Lucy participou do debate e defendeu a possibilidade de candidaturas avulsas.

“Hoje no Brasil eu duvido que alguém encontre um partido com o qual se identifique 100%. O brasileiro gostaria de ver a possibilidade de candidaturas avulsas, independentes dos partidos”, disse.

Para Júlia, há uma desconexão entre os aumentos anuais desse financiamento e as necessidades da população diante do contingenciamento em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Transparência e limites no financiamento empresarial

Sobre o financiamento privado, a analista afirmou que prefere a retomada, desde que com limites. Ela argumentou que as empresas já influenciam decisões por meio de lobby e que a proibição apenas estimula o caixa dois.

“É melhor que as coisas sejam transparentes do que escondidas. As empresas já influenciam votações por meio de lobby. Quando você proíbe o financiamento de campanha, isso não significa que elas deixem de ter candidatos. Só dificulta a transparência e estimula o caixa dois”, afirmou.

Júlia ressaltou que a regulação deve impedir que grandes grupos empresariais financiem muitos candidatos ao mesmo tempo, o que poderia ampliar a concentração de poder no Congresso. Para ela, a regra deve retornar, mas acompanhada de restrições.

“Defendo que haja restrições para evitar o abuso do poder econômico. Um grupo empresarial muito forte não pode financiar diversos candidatos e dominar o Congresso. Mas é importante que o eleitor saiba quem financia cada um. Isso é transparência e accountability”, concluiu.

Assista ao programa do Claudio ao vivo

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