Oposição cobra ministros de Lula após fraude no Caixa Tem
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Oposição cobra ministros de Lula após fraude no Caixa Tem

Damares Alves apresenta representação criminal e pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes na PGR e pede esclarecimentos no Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Damares exige explicações de Luiz Marinho e Wellington Dias sobre medidas

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou, nesta terça-feira (23), dois requerimentos direcionados aos ministros do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Ela pede explicações sobre as medidas adotadas para prevenir fraudes no Caixa Tem e para garantir ressarcimento às vítimas.

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Nos documentos, a parlamentar compara o caso ao esquema de desvios no INSS e lembra que as vítimas, em ambos os episódios, são pessoas em situação de vulnerabilidade. “A ocorrência de fraudes que desviam tais recursos agrava ainda mais a situação de quem já enfrenta dificuldades financeiras e fragiliza a confiança da população nos instrumentos de amparo social e trabalhista”, afirma o texto.

Damares questiona se Marinho tomou providências para resguardar benefícios como abono salarial, salário-maternidade e seguro-desemprego, e se Dias fez o mesmo em relação ao Bolsa Família e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ela também pede detalhes dos contratos firmados com a Caixa, registros de denúncias e eventuais medidas de socorro ou ressarcimento às vítimas.

A senadora destaca que, apesar da execução dos cadastros ser feita em cooperação com a Caixa, cabe às pastas a responsabilidade de garantir a integridade dos sistemas sociais.

A fraude foi revelada pela Operação Farra Brasil 14, da Polícia Federal. A investigação apontou desvio de benefícios sociais por meio da manipulação de dados no sistema da Caixa. O esquema, que durou ao menos cinco anos, dependia da participação de funcionários do banco e de casas lotéricas. Os golpistas apagavam dados originais, reinseriam informações falsas mantendo CPF, nome e data de nascimento, e direcionavam os valores aos criminosos.

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