Pastor contesta relator do projeto por buscar aval da Corte em proposta que trata do 8 de Janeiro
O pastor Silas Malafaia criticou agora há pouco (19) o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto da anistia. Malafaia afirmou que o parlamentar não deveria consultar ministros do STF sobre a proposta por meio das redes sociais.
A reação veio após sinalizações de que há acordo político para que o texto trate apenas da redução de penas. Paulinho tem buscado apoio em diferentes frentes para viabilizar a votação. Na quarta-feira (18), ele se reuniu com o ex-presidente Michel Temer, em encontro que contou com Aécio Neves (PSDB-MG) e participação remota do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ministros do Supremo também foram acionados por telefone.
A PIADA DO TEMER! Anistia de acordo com STF e Executivo pic.twitter.com/Tncwq7TzNX
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) September 19, 2025
“Só pode ser piada chamar Temer de ‘constitucionalista’. Não acredito. Quer dizer que precisa de acordo do STF e Executivo, para uma anistia? Um pacto?… E a Constituição, senhor constitucionalista, [foi] jogada na lata do lixo? Um constitucionalista falando uma asneira dessas? Uma dosagem de penas compete ao STF, não ao Congresso. Se eles cometeram algum erro, eles que reduzam as penas pela covardia, pelo erro e perseguição política”, disse Malafaia.
Paulinho da Força reforçou que o projeto deixará de prever anistia ampla e passará a tratar apenas da dosimetria das penas, restringindo o alcance aos condenados do 8 de Janeiro. Nesse formato, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não seria beneficiado. O texto deve ser apresentado como Projeto da Dosimetria.
“Em 1979 houve uma anistia ampla, geral e irrestrita para a turma da esquerda, guerrilheiros, assaltantes de bancos e gente que queria dar um golpe comunista no Brasil. Foi dada uma anistia total, e agora essa esquerda vagabunda é contra. E o senhor, um constitucionalista, falar uma asneira dessas? O Artigo 48 diz que é competência exclusiva do Congresso uma anistia. O Congresso não tem que pedir autorização ao Executivo ou acordar com o Judiciário”, completou o pastor.
Em entrevista, Paulinho disse manter interlocução com ministros do STF e reforçou que não apresentará proposta que crie confronto entre os Poderes. Nos próximos dias, ele terá novas agendas com lideranças políticas no Rio de Janeiro e em Brasília, incluindo conversas com Claudio Castro (PL), Odair Cunha (PT-MG) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
