Dois rabinos e uma líder sionista estão entre as vítimas
Um ataque a tiros dentro de um ônibus em Jerusalém, nesta segunda-feira (8), deixou seis pessoas mortas e mais de dez feridas, com seis em estado grave. Dois atiradores entraram em um ônibus em um cruzamento na entrada norte da cidade e abriram fogo. Os suspeitos foram mortos pela polícia.
Entre as vítimas fatais, foram identificados os rabinos Yosef David, 43, e Mordechai Steintzag, 79, o jovem espanhol Yaakov Pinto, 25, Israel Matzner, 28, e a líder sionista Sarah Mendelson, 60.
O ataque ocorreu em uma estrada que leva a assentamentos judaicos na Cisjordânia, uma região de tensões acirradas. Segundo a polícia, os atiradores desceram do carro, entraram no ônibus e dispararam contra os passageiros. Pessoas que estava num ponto de ônibus também foram atingidas.
Uma policial civil e um segurança de um estabelecimento próximo revidaram e mataram os agressores. Com eles, estavam facas, armas e munições.
O grupo terrorista Hamas, com o qual Israel trava uma guerra na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, elogiou a ação dos “combatentes da resistência palestina”, mas não reivindicou a responsabilidade.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou o local do tiroteio e prometeu “medidas ainda mais duras” na região. Ele afirmou que Israel “perseguirá e cercará as aldeias de onde vieram os terroristas” e caçará “todos aqueles que os ajudaram e aqueles que os enviaram”.
O Exército israelense enviou soldados ao local para auxiliar a polícia na busca por mais suspeitos.
De acordo com o escritório humanitário da ONU, pelo menos 49 israelenses foram mortos por palestinos em Israel ou na Cisjordânia entre o início da guerra e julho de 2025, enquanto forças e civis israelenses mataram pelo menos 968 palestinos no mesmo período.
