PGR acusa oito réus de tentar abolir o Estado Democrático de Direito
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou agora há pouco (1º) que, sob o ângulo das instituições, as ações atribuídas ao chamado “golpe” de 2022 “nem sempre impressionam”. A declaração foi feita durante a sustentação da acusação na Ação Penal 2.668, que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus.
Gonet alegou que os acusados passaram da cogitação à prática de atos e incentivaram acampamentos em frente a quartéis. Ele afirmou ainda que “o comandante da Marinha chegou a assentir ao convite” para a tentativa de golpe, referência a Almir Garnier, que negou em depoimento.
Segundo o PGR, “o golpe tentado não se consumou pela fidelidade do Exército” e pela “força normativa da Constituição”. Ele também disse que o “apogeu violento” dos atos ocorreu em 8 de janeiro de 2023, com a invasão das sedes dos três Poderes, em Brasília.
A Procuradoria-Geral da República acusa os réus de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe, organização criminosa armada e dano qualificado.
Entre os acusados, apenas Paulo Sérgio Nogueira acompanha presencialmente a sessão. O ex-presidente Jair Bolsonaro optou por não comparecer.
A segurança foi reforçada na Praça dos Três Poderes. A expectativa é que a primeira semana seja dedicada à leitura do relatório, à acusação da PGR e às defesas orais. Os votos dos ministros devem começar no dia 9 de setembro.
