Governo perde mais nomes na CPMI do INSS após saída de Renan e Eduardo Braga Renan Calheiros recusou integrar a CPMI do INSS, como queria o governo. Saída soma-se à de Eduardo Braga e expõe falhas na articulação política.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Governo perde mais nomes na CPMI do INSS após saída de Renan e Eduardo Braga

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Por Redação

Senador disse que nunca chegou a integrar a comissão e avisou antes ao líder do MDB

O senador Renan Calheiros (AL) afirmou nesta segunda-feira (1º) que não fará parte da CPMI do INSS, contrariando a expectativa do governo. Em entrevista à CNN, ele ironizou a situação.

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“Não saí porque nunca entrei. Avisei [ao líder Eduardo Braga] antes de começar”.

A vaga de Renan deverá ser preenchida por outro indicado do MDB, já que o líder da bancada, Eduardo Braga (AM), também deixou a comissão. Ao todo, o governo já promoveu sete mudanças de nomes após a derrota que deu à oposição o comando da CPMI.

A articulação política previa colocar no colegiado senadores de confiança do Planalto, como Omar Aziz (PAM) e Otto Alencar (PBA), ambos da tropa de choque da CPI da Covid. Mas a estratégia foi desfeita depois que a oposição conseguiu eleger o presidente e relator.

Entre os antigos aliados, apenas Randolfe Rodrigues (AP), líder do governo, permanece. A relação entre ele e Aziz, no entanto, ficou estremecida após a eleição, quando o senador do PSD reclamou que Randolfe chegou atrasado e não se articulou para contabilizar votos.

Diante do cenário, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, admitiu que a derrota foi resultado de um erro do próprio governo na condução política.

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