Foragidos de megaoperação contra PCC podem estar fora do Brasil, admite PF Oito foragidos da Operação Carbono Oculto escaparam da PF. Diretor-geral admite apurar vazamento e critica falhas no sistema financeiro.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Foragidos de megaoperação contra PCC podem estar fora do Brasil, admite PF

PF faz operação em postos de combustível do PCC
Foto: Divulgação

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Por Redação

Diretor-geral diz que operação expôs falhas de regulação em fintechs

Oito alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada na quinta-feira (28), seguem foragidos e a Polícia Federal não sabe se eles ainda estão no Brasil. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (29) que a corporação vai investigar se houve vazamento de informações que possa ter comprometido o cumprimento das prisões.

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“A gente não sabe se esses foragidos estão no Brasil ou fora. Essa é uma informação que não temos ainda”, disse Rodrigues em entrevista à GloboNews.

Apenas seis dos 14 mandados de prisão expedidos foram cumpridos pela força-tarefa que mirou a infiltração do PCC no setor de combustíveis.

Apesar da dificuldade inicial, o diretor confirmou que a PF tem estrutura para procurar os alvos internacionalmente.

“A Polícia Federal trabalha com toda a sua rede de parceiros não só no Brasil, mas também no exterior. É importante lembrar que a Polícia Federal tem adidâncias em todos os países da América do Sul e tem adidâncias nos cinco continentes. Participamos da Ameripol, da Europol, da Interpol”, afirmou.

Ele frisou que o esquema de lavagem de dinheiro não era restrito a uma única facção criminosa. “Não é um esquema de uma organização criminosa determinada. Esse é um sistema para lavagem de dinheiro […] que se presta à lavagem de dinheiro de quem quer que seja”, disse.

Segundo ele, a operação revelou vulnerabilidades e falta de controle na regulação do sistema financeiro, em especial nas fintechs e em estruturas com múltiplas camadas de fundos. O diretor avaliou que o trabalho da PF serve de alerta para que órgãos públicos reforcem mecanismos regulatórios contra o crime organizado.

A ação foi inovadora por enfrentar toda a cadeia produtiva do setor de combustíveis, além de seguir a estratégia de sufocar financeiramente as facções, ele disse. Rodrigues lembrou também que a PF apreendeu mais de R$ 6 bilhões do crime organizado apenas no ano passado.

O diretor admitiu “estranheza” com o grande número de foragidos e disse que o resultado não corresponde ao padrão de efetividade da corporação.

“Não é um padrão das operações da Polícia Federal nós termos 14 mandados a serem cumpridos e apenas seis serem exitosos, então isso chamou a atenção da nossa equipe”.

A PF avalia relatórios da operação para decidir se abrirá um inquérito sobre um possível vazamento de informações.

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