Flávio Bolsonaro pede suspensão da venda de mina de níquel China
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Política

Flávio Bolsonaro pede suspensão da venda de mina de níquel China

Flávio Bolsonaro reage a alerta da Aneel sobre vulnerabilidade do sistema elétrico, ironizando governo Lula e destacando riscos de apagões e aumento das tarifas de energia.
Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Senador alerta para risco à soberania nacional e possíveis irregularidades na negociação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedido de investigação sobre a venda dos ativos de níquel da Anglo American para a MMG Limited, subsidiária da estatal chinesa China Minmetals. A operação foi anunciada por cerca de US$ 500 milhões e envolve minas em Goiás, Pará e Mato Grosso.

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Segundo o parlamentar, a transação apresenta indícios de irregularidades fundiárias e pode violar a Lei nº 5.709/1971, que restringe a compra de terras rurais por estrangeiros. Flávio também citou risco à soberania nacional, já que outra empresa, a Corex Holding, teria apresentado oferta de US$ 900 milhões pelos mesmos ativos, valor bem superior ao da estatal chinesa.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA DENÚNCIA

No documento, o senador ressalta que a venda envolve não apenas ativos privados, mas recursos estratégicos para o país. “Não se trata apenas de uma negociação entre empresas. Estamos falando da entrega de riquezas minerais brasileiras a uma estatal estrangeira, em condições que podem ser lesivas ao interesse nacional”, afirmou.

Entre as medidas solicitadas ao TCU estão auditoria operacional, tomada de contas especial, expedição de ofícios a órgãos federais e medida cautelar para suspender a conclusão da venda até julgamento do mérito. O caso já está sob relatoria do ministro Augusto Nardes.

Flávio Bolsonaro pede ainda que a investigação seja encaminhada ao Ministério Público Federal, à AGU e à CGU caso sejam confirmadas irregularidades. O processo é tratado como estratégico para o Estado brasileiro, pois envolve recursos minerais considerados essenciais à indústria de alta tecnologia e à transição energética global.

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