“Daniel Silveira pode morrer”: advogado cobra STF por tratamento - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

“Daniel Silveira pode morrer”: advogado cobra STF por tratamento

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Defesa alerta para “quadro grave” e questiona demora de Moraes

O advogado Paulo Faria afirmou nesta segunda-feira (4) que o ex-deputado Daniel Silveira corre risco de morte caso não receba atendimento médico adequado. A declaração foi dada durante o programa Alive, apresentado por Cláudio Dantas no YouTube, diante do agravamento do quadro clínico de Silveira, que passou por cirurgia no joelho em julho e apresenta febre persistente.

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“O Daniel teve uma hipertensão muscular, ou seja, o joelho dele deu um giro de quase 180 graus. Muita dor. Terminou de romper o ligamento e precisou realmente de tratamento médico”, relatou Faria. Segundo ele, o rompimento ocorreu em maio deste ano, quando o ex-deputado caminhava na colônia agrícola em que cumpre pena.

Desde então, a defesa passou a atuar junto ao médico Raimundo Filho, da Bahia, que realizou a cirurgia e atestou a urgência do procedimento. “A PGR se manifestou favorável. O laudo do Estado corroborou tudo que foi dito pelo doutor Raimundo”, acrescentou Faria. O advogado também mencionou laudos de acompanhamento psiquiátrico e fisioterapêutico.

A defesa reclama da lentidão do Supremo Tribunal Federal em autorizar a transferência de Silveira para o regime domiciliar. “A gente espera com muita ansiedade essa movimentação positiva vinda do Supremo para que o Daniel possa ir para o domiciliar”, disse. “A trombose pode matar sim”, alertou.

Faria afirmou que, desde sexta-feira (2), Silveira tem febre. “Ele está tomando anticoagulante. A informação que nos foi passada é que até sexta ele tomou. Não sei se tomou sábado e domingo. O que ele toma é dipirona para mascarar febre.”

O advogado também criticou a estrutura da unidade prisional. “O sistema não tem sequer um medidor de temperatura, pra saber se a pessoa tá com febre.”

Na mesma live, a advogada Carol Sponza classificou o caso como violação de direitos humanos. “O Daniel Silveira é quase que o amigo do amigo do meu pai, o caso número um da tortura. Não tem outro nome”, afirmou. “Ele precisou ir ao hospital, e o hospital não estava dentro do raio permitido pelo ministro. Com isso, ele teve que voltar para a prisão.”

Sponza também mencionou a Lei Magnitsky, norma americana que trata de sanções a agentes envolvidos em abusos de direitos humanos. “Se esse caso do Daniel Silveira não é uma violação de direitos humanos, o que mais é? Ele precisa falecer, assim como faleceu Celsão?”

Após sucessivos pedidos da defesa, Alexandre de Moraes decidiu no domingo (3) conceder 48 horas para que a Secretaria Penitenciária do Rio de Janeiro informe se é possível tratar Silveira dentro da unidade. A PGR deve se manifestar em até cinco dias.

“Se estivesse para MORRER, Daniel amanheceria morto”, escreveu o advogado em rede social.

Daniel Silveira cumpre pena na Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé (RJ). Em dezembro de 2024, chegou a obter liberdade condicional, mas teve o benefício revogado quatro dias depois por descumprimento de medidas cautelares.

Em julho deste ano, passou por uma cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior e reparo do menisco do joelho direito. Desde então, a defesa alerta para a falta de estrutura da unidade para tratamento pós-operatório.

Assista a live na íntegra:

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