Ele acusou o governo Lula de praticar “taxação seletiva”
Política externa e isolamento
Bolsonaro alertou para o isolamento internacional do Brasil, especialmente em relação às negociações com os Estados Unidos. Ele criticou a política externa brasileira, apontando a dependência econômica da China. “Economicamente, vamos ficar dependentes da China. Lula pode esquecer o dólar e adotar o yuan”, ironizou. Ele lembrou uma negociação de 2019 com Donald Trump, quando evitou a sobretaxa de aço e alumínio brasileiros após uma conversa de 15 minutos.
O ex-presidente também criticou a condução econômica do governo petista. “A cada 40 dias tem um aumento (de impostos). Eu botei um teto de ICMS. O Brasil começou a ir pra frente. Entreguei o Brasil com superávit em 2022”, afirmou. Ele acusou o governo de “taxação seletiva”.
O ex-presidente questionou a soberania econômica do Brasil, apontando reservas indígenas como obstáculo. “O Brasil tem fertilizantes para 400 anos. Por que somos dependentes da Rússia? Reserva indígena. Imensas reservas para poucos indígenas”, afirmou. Ele criticou o governo por não explorar esses recursos e manter o país refém de importações.
O ex-presidente apontou que, antes da invasão da Ucrânia por Putin, negociou diesel e fertilizantes com a Rússia. “Quando fui lá, no começo de 2022, antes da guerra, negociamos fertilizantes e, depois, diesel. Quem continuar comércio com a Rússia vai perder”, alertou.
Bolsonaro também lembrou que Trump citou seu nome “quatro ou cinco vezes” nos últimos dias. Ele também criticou a atual diplomacia brasileira, que, segundo ele, deixa o país isolado e enfraquecido no cenário global.
Elogio a Tarcísio
O ex-presidente elogiou o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que busca apoio de empresários. “Parabéns ao Tarcísio. Eu tive dois dias com ele na semana passada aqui em Brasília. Ele tá buscando apoio de transportadores, de empresários. É uma voz importante o Estado de São Paulo. O Estado de São Paulo tem quase 40% do PIB”.
Bolsonaro também defendeu seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que negocia nos EUA. “Ele está trabalhando pela nossa liberdade lá. Até pela liberdade de vocês”, disse, dirigindo-se a jornalistas.
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