Eduardo Bolsonaro questiona pedido da PGR por 43 anos de prisão ao pai: “A quem interessa?” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Eduardo Bolsonaro questiona pedido da PGR por 43 anos de prisão ao pai: “A quem interessa?”

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Deputado licenciado reage nas redes ao parecer da PGR que pede condenação de Bolsonaro por cinco crimes

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta terça-feira (15) o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pede a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a até 43 anos de prisão. Em publicação na rede X, Eduardo escreveu: “PGR pede até 43 anos de prisão a Jair Bolsonaro. A quem interessa isso tudo?”.

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A manifestação ocorreu após a entrega, na noite de segunda-feira (14), das alegações finais da PGR na ação penal que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. O documento, com 517 páginas, foi assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Eduardo está licenciado do mandato e, nos Estados Unidos, anunciou uma coletiva de imprensa para 17 de julho. O deputado tem afirmado que o ex-presidente Donald Trump é o único capaz de “frear os supostos desmandos” do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

No parecer, Gonet atribui a Bolsonaro cinco crimes: liderança de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e ameaça ao patrimônio da União com deterioração de bem tombado.

Além de Bolsonaro, a PGR também pediu a condenação dos demais integrantes do chamado “núcleo 1”:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

Com a manifestação da PGR, inicia-se o prazo para as defesas. Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração, se manifestará primeiro. Depois, abre-se prazo para os demais réus, incluindo Jair Bolsonaro. O processo é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

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