Os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defenderam que a resposta do Brasil às taxações de 50% anunciadas na última quarta-feira (9) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ocorrer “com diálogo nos campos diplomático e comercial”.

Em declaração conjunta, os líderes das Casas afirmaram que o “Congresso acompanhará de perto os desdobramentos. Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger nossa soberania”.
Alcolumbre e Motta asseguraram que o Congresso está pronto para proteger a economia brasileira. “Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros”.
A Lei da Reciprocidade Econômica, também citada por Lula em sua publicação nas redes sociais, foi aprovada em abril deste ano com apoio de todos parlamentares do Congresso Nacional. A medida concede ao presidente Lula ferramentas para retaliar países que adotem barreiras comerciais, legais ou políticas.
A nota foi divulgada após um reunião de Motta e Alcolumbre nesta tarde. Até o momento, nenhum dos presidentes havia se manifestado publicamente sobre o anúncio feito por Trump. Segundo o presidente da Câmara, a declaração é o sentimento da Casa.
O texto foi redigido após reunião com líderes das bancadas que, mais cedo, reagiram de formas diferentes sobre as tarifa e dividiram o Congresso. Enquanto deputados e senadores da oposição agradeceram abertamente o republicano, aliados de Lula classificaram a medida como um ataque à soberania nacional e uma ação articulada pela direita brasileira.
A bancada do agronegócio também se posicionou com preocupação e pediu cautela na resposta ao governo americano. Em nota oficial, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), criticou a tarifa imposta, afirmando que pode isolar o comércio do Brasil internacionalmente. “A FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações”.
