Em depoimento, Cid disse que sua família foi pressionada a fornecer informações
O advogado Paulo Amador Cunha Bueno, que integra a equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou STF que não buscou informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid nem tentou assumir a defesa do militar. Bueno deverá prestar depoimento à Polícia Federal sobre o caso nesta terça-feira (1), após ter solicitado dispensa do STF, mas se colocando à disposição para comparecer e confirmar sua versão dos fatos.
Em depoimento escrito e encaminhado ao STF, Agnes Barbosa Cid, mãe de Mauro Cid, relatou ter sido abordada por Eduardo Kuntz e Bueno durante uma competição de hipismo em São Paulo, na qual sua neta – filha do tenente-coronel – participava. Agnes descreveu ter ficado “tensa”, sem compreender o motivo do interesse dos advogados. Ela afirmou que não questionaram sobre a delação, mas que se ofereceram para defender Cid.
Em petição enviada ao STF na última segunda (30), Bueno confirmou o encontro, ocorrido em agosto de 2023, mas o classificou como “casual e breve”. Segundo o advogado, foi Agnes quem o procurou para agradecer pela ajuda na inscrição da neta na competição, e ele teria respondido com um elogio ao desempenho da jovem.
Na versão de Cid, revelada em seu depoimento à PF na terça (24/6), sua família foi procurada por Paulo Amador e por Fábio Wajngarten. Esses contatos teriam ocorrido em eventos na Hípica de São Paulo e por meio de redes sociais. O documento registra que “Fábio Wajngarten, Paulo Bueno e Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz tentaram convencer familiares do declarante para que trocasse de defesa técnica”.
