O faturamento das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras caiu 2,1% em maio, ante o mesmo período de 2024, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). É o segundo recuo seguido, após retração de 4,9% em abril. Inflação, juros altos e desaquecimento dos setores de serviços e indústria pressionam os resultados.
O setor de serviços registrou queda de 3% em maio, com perdas em agências de viagem, educação e alimentação. Saúde e comunicação atenuaram o impacto, mas não evitaram o tombo.
A indústria, em crise mais profunda, acumula sete meses de retração, com recuo de 3,8% na comparação anual. Alimentos, bebidas e produtos de madeira lideraram as perdas, enquanto químicos e papel cresceram.
O comércio, único setor em alta, avançou 2,4%, impulsionado por vendas do Dia das Mães, com destaque para joias e óptica. A infraestrutura subiu 1,9%, puxada por eletricidade e gestão de resíduos, mas a construção civil despencou 7,4%.
O Índice Omie monitora 170 mil pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, analisando 736 atividades econômicas, com dados ajustados pela inflação.
