O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta terça-feira (27) a investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre sua atuação nos Estados Unidos, onde defende sanções contra autoridades brasileiras. Ele acusou a PGR, comandada por Paulo Gonet, de se colocar como vítima no caso, o que a tornaria impedida de atuar.
“Gonet diz que a PGR, sob seu comando, foi incluída por mim no pedido de sanções dos EUA contra autoridades brasileiras. Por isso, ele e o Ministério Público devem se declarar suspeitos”, afirmou o deputado.
Atualmente residindo nos EUA, Eduardo se diz perseguido político pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na última semana, o governo americano confirmou a possibilidade de aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. O deputado nega coagir autoridades americanas para punir ministros do STF ou juristas envolvidos nas investigações do 8 de janeiro.
“Se busco sanções internacionais com base em leis estrangeiras, é evidente que a acusação de coação é insustentável, criada por aqueles que denuncio legalmente”, informou.
Após o pedido de inquérito, Moraes determinou o depoimento de Jair Bolsonaro para esclarecer o financiamento da estadia de seu filho nos EUA. Eduardo criticou a medida: “Ao tentar me intimidar, ameaçando meu pai com prisão preventiva por atos que pratiquei, o STF desrespeita a individualidade das condutas, como já demonstrou nos últimos anos”.
