Parlamentares do Novo no Senado e na Câmara lançaram a “Operação Fim da Farra no INSS”. A iniciativa ocorre após megaoperação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) contra sindicatos pelo roubo no contracheques de aposentados e pensionistas do INSS.
Uma das medidas é a representação protocolada no Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar suspeitas de fraude no Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), investigado pela PF. A entidade, que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão de Lula, registrou aumento de 564% em sua receita entre 2020 e 2024.
O Novo pede a suspensão imediata de repasses públicos ao sindicato até a decisão final do TCU. A bancada também questiona a declaração do diretor da PF, que afirmou que o irmão do presidente não é alvo da investigação.
O partido também apresentou o Projeto de Decreto Legislativo 166/2025, que revoga norma que isenta o INSS de responsabilidade por débitos indevidos, e três projetos de lei: o PL 1890/2025, que estabelece a responsabilidade objetiva do INSS por descontos fraudulentos; o PL 1889/2025, que institui regras de transparência e governança sindical; e o PL 1891/2025, que exige revalidação periódica das autorizações de desconto.
Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) articula a criação de uma CPI na Casa para apurar as fraudes no INSS. Na Câmara, parlamentares da oposição já conseguiram as assinaturas necessárias para a instalação da “CPI do roubo dos aposentados”.
