O advogado e ativista de direita Marco Antônio Costa participou do programa ALive nesta quinta-feira (27) e criticou o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele apontou que o Poder Judiciário brasileiro tem atuado de forma imprevisível, acabando com a segurança jurídica e a credibilidade das instituições. Para Costa, o Supremo já tomou contas de todos os poderes e a direita precisa dar uma resposta a isso.
“O Supremo, ele se assenhorou de todos os poderes. E olhar pra postura de alguns senadores, não tô nem falando dos caras que são completamente alucinados, mas só de olhar pra postura de alguns senadores do nosso lado, de medo de enfrentar, de voz trêmula, de falta de proposta pra reformar de fato o Supremo e o sistema de justiça pra começar a trabalhar no impedimento de abuso”, criticou.
Segundo Costa, o sistema jurídico brasileiro se tornou um campo de hipocrisia, onde as decisões não são pautadas pela Constituição, mas sim por pressões políticas e ideológicas.
“Os caras instauraram o caos, um desastre. No Brasil, as portas do inferno foram abertas”, declarou.
O advogado mencionou também o caso do ministro Alexandre de Moraes, defendendo que haja um impeachment. Ele relembrou a mobilização de 2023, quando o número de senadores favoráveis ao impedimento de Moraes foi de cinco para 36. Porém, a falta de organização e a chegada das eleições municipais enfraqueceram a mobilização.
Costa também denunciou o papel do PSD, partido que, segundo ele, se tornou a “espinha dorsal” que sustenta o STF, e tem ajudado a proteger Moraes de qualquer responsabilização.
Outro ponto abordado pelo ativista foi a pressão exercida pelo Judiciário contra juízes e promotores que se manifestam politicamente. Ele relatou casos de procuradores que, após concorrerem a cargos políticos, enfrentaram processos administrativos disciplinares e foram obrigados a assinar Termos de Ajustamento de Conduta proibindo o uso de redes sociais por parte deles.
“Criamos uma máquina burocrática que é utilizada pelo Supremo Tribunal Federal, por meio do CNJ, para perseguir qualquer juiz, qualquer desembargador”, criticou.
Por fim, ele afirmou que pretende levar esse debate para Minas Gerais, local em que articula uma pré-candidatura ao Senado, buscando fortalecer a base conservadora do estado.
Confira o programa na íntegra:
