Uma nova alta de 1 ponto percentual na Selic é consenso no mercado financeiro. A expectativa é que o Banco Central confirme o aumento na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desta quarta-feira (19). Se isso se concretizar, a taxa básica de juros irá a 14,25% ao ano.
O encontro será a segunda reunião do Copom em 2025. A decisão deve manter o ciclo de aperto iniciado no segundo semestre de 2024, quando o BC intensificou a política contracionista para tentar conter a inflação. “Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de mesma magnitude na próxima reunião”, disse o colegiado em comunicado anterior.
A projeção foi confirmada por 11 instituições financeiras ouvidas pelo Poder360. Todas convergem para a mesma avaliação: os juros devem subir mais 1 ponto percentual. A Selic volta ao mesmo patamar registrado ao final do governo Dilma Rousseff (PT), período marcado por forte descontrole inflacionário e recessão econômica.
A política monetária apertada é a resposta do Banco Central para frear a inflação, que continua fora de controle no governo Lula. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses até fevereiro de 2025 ultrapassou o teto da meta, que é de 4,5%. A meta central de inflação definida pela autoridade monetária é de 3%.
O Banco Central já sinalizou que o índice deve seguir pressionado durante todo o primeiro semestre deste ano. A alta da Selic encarece o crédito e desestimula o consumo, o que, em tese, ajudaria a conter a alta de preços. Na prática, o aumento dos juros expõe a dificuldade do governo Lula em apresentar soluções estruturais para a economia.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela influencia diretamente o custo de empréstimos, financiamentos e o rendimento de investimentos. O movimento atual do BC é visto como uma tentativa de recuperar a credibilidade da política monetária, diante do fracasso do Planalto em controlar a inflação.
